O dia que parecia infindável encontra sua sombra.
Caminho pelas longas avenidas que ainda são de paralelepípedos sobre uma lua linda.
Levanto um enorme sorriso com mesmo olhar de arco-íris para ela, e ela simplesmente retribui o gesto.
Não me canso de procurar o Anjo Torto. Acho que deve estar muito ocupado nesse mundo inesgotável de desejos.
Sento-me próximo de uma palmeira com se fizesse diferença a sombra dela. Por algum motivo aquele lugar me traz paz e lembranças de você.
Consigo algumas frases inesquecíveis são arrastadas: “John, você é maravilhoso, por isso merece uma pessoa melhor; Alguém que lhe faça feliz!”.
Nessas horas as lágrimas reprimidas modificam a tonalidade de minha roupa. Penso: “Como gostaria de ser uma pessoa besta ou normal, porém amável e compreendida por ela”.
Instantes depois uma nova sombra surge. Consigo traz uma grande amiga. Uma “amiga de vidas passadas” como dizia o Anjo Torto. Ela não se importa com a sujeira da quina da calçada.
Na verdade a dor de sua alma lhe atormentava muito mais que uma nova mancha em seu “All Star”. Seu rosto também escorria lágrimas. Essas lágrimas transbordavam saudades, esperança, e um sincero amor.
Como seria ótima a presença do Anjo Torto para nos dar colo. Mas hoje não era nosso dia! Havia muita tristeza compartilhada. Saudades de um tempo histórico e fabuloso. E por fim, uma brasa que não se apaga entre o peito.
Sentimentos polivalentes são trocados como notas de um guichê de ônibus. Irônico: O tempo castiga os segundos importantes de uma conversa, e tortura as horas quando estamos sozinhos.
A lua ainda sorria. A sombra da palmeira permanecia em função da luz do poste. O Anjo Torto esforçava para não sair da sombra. Minha amiga pegou trem das onze para chegar antes das dez. E eu, mero mortal, continuo exaltadamente apaixonado.
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