terça-feira, 25 de janeiro de 2011

5º Enquanto meu amor dormia

[aplausos] De forma sincronizada a plateia levanta-se naquele teatro centenário. A nobreza chorava pela tragédia à moda grega, enquanto a multidão ficava inconformada pelo final inesperado. Na verdade, quem sorria mesmo era o dono calvo do teatro, pois fazia tempo que não via aquele recinto tão cheio.

Aos poucos o cenário é desfeito, os artistas festejavam no camarim, e os músicos agradeceram seu quisto maestro. Agora o show fica por conta do faxineiro que levantou cedo para comprar flores para seu amor e doces para seus três filhos, e mesmo assim se esqueceu da comida de seu cachorro chamado Jerry lee. Ele trabalhava naquele teatro mais de vinte e dois anos. E vida encenou-lhe que cultura é algo ideologicamente resignificada. Isso justifica o estado de espírito do faxineiro que escutou toda a peça no subsolo.

Assim o faxineiro caminhava pelo teatro... A poltrona treze, número temido por muitos, era exclusividade de uma pessoa. Ela ficava praticamente no centro do salão, onde acústica em relação ao palco e os músicos entravam em sintonia. É sem dúvida um fato curioso, mas essa poltrona pertencia apenas a uma pessoa como já citado. Seu dono, mesmo ausentes em algumas apresentações tinha direito exclusivo. Assim o faxineiro caminha próximo dela. Ops... O dono dessa poltrona tão elogiada era do escritor da peça que acabara de terminar.

Como de praxes, o escritor esperava toda a plateia retirar-se do teatro para sentir o ambiente e as energias deixa pelo seu público. Ele era muito anormal para os padrões de sua época. Escrevia peças com intuito de retirar o vazio profundo que sentia as todas as noites em seu quarto alugado na alameda dos carvalhos. Seus amigos, se é que o escritor considerava essa intimidade, eram contados nos dedos. Sua vida era desregrada. Para falar um dedo de prosa com ele tinha que ter muita força de vontade. O escritor não acordava cedo, ficava à tarde em bares da vida e na madruga aproveita a brisa e a lua para escrever.


... continua

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

4º Você quer tornar nossos momentos inesquecíveis? (Nosso primeiro Ultra-som )

Acordar com seu lindo sorriso na mente;

Olhar para janela e não ver mais as borboletas azuis;

Sentir a chuva fina de sexta em meu rosto;

Perceber que o tudo passar ser nada em segundos;

Viver o melhor e o pior dia da sua vida ao mesmo tempo;

Embriagar-se na solidão renegando a verdade;

Respirar paulatinamente a dor do silogismo;

Caminhar para guilhotina por vontades próprias;

Descobrir que os personagens de fábulas não morrem;

Morrem os sonhos, os sentimentos, e as loucuras;

Retornar agora não é mais permitido;

Seguir em frente é a única saída plausível;

Escalar a escada mais longa da minha vida;

Rezando para que a luz desse túnel não tenha fim;

Chorar mais que um leite derramado;

Ver símbolos sendo queimados em frações de segundos;

Olhar para as palavras concordando com seus signos;

Apagar a fera que a bela deixou;

Pedir sinceramente apenas a sua felicidade;

Sorrir como nas outras encarnações;

Abaixar a espada em prol de suas asas;

Beber as emoções de rascunhos;

Amá-la como se fosse à última vez ;

Saber que ressaca não mata sentimentos;

Viver mais que tudo nosso amor...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

3º Por Você


É tão simples que soa estranho;

Não apenas tenhos sonhos com você;

Exaltadamente realizo cada um excluisivamente contigo!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

2º Votos Anárquicos

Em ano em ano novos planos são traçados;

Suspiros amargos vão sem dar um simples tchau;

Sorrisos novos em rostos de pessoas amadas navegam nos
sentimentos achados;

Um pai sem ter um Nobel guarda suas roupas desse serviço
anual;

Enquanto a chuva lava a folha seca caída no bueiro da rua do
Zé das Oliveiras;

Muitos entre poucos organizam suas alienadas vidas com
certas maneiras.

1º ANO NOIVO, VIDA NOIVA!

Ano novo, vida nova!” Lembro pequeno minha amada avó Alice sonhar com isso. Não que é que esse ditado possui certa relação de verdade, pois trocar um ano por um novo representa para um consciente coletivo alcançar sonhos trilhados em anos anteriores e que até então não atingidos. Comigo não foi muito diferente. Troquei não apenas de ano, mas também a minha aliança com a vida. Verdade pode acreditar! Estava eu no exato momento de completar zero hora do dia primeiro, com toda aquela emoção, quando reparo que o ponteiro de segundos do relógio está parado. Minha atitude foi bem rápida e clara:

- Novamente o senhor! Pode fazer o favor de aparecer.

- O que é isso Jonaan, ou melhor, sir John valente se preferir, cadê o espírito de ano novo?

- Pensei que nesse momento o senhor fosse mais ocupado, e não perderia seu tempo comigo.

- Veja bem meu filho, não seja tão egoísta! Acho que você esqueceu quem eu sou?

- Então senhor Destino o que devo a sua grande presença? Há algo de errado?

- Podemos ficar sentados? Pois ando meio cansado com esse mundo aqui.

- Claro (espantando Chimbiriloko da cadeira).

- Como é bom sentar... Às vezes esqueço disso. Pois bem, onde paramos?

- Motivo de sua visita!

- Verdade, como pude esquecer! Sempre acreditei que os humanos são lineares e tão previsíveis, porém você me intrigou muito. Por quê? Alias, me dê um cigarro fazendo um grande favor?

- Eu parei faz um bom tempo!

- Está vendo! Você foge da lógica cartesiana.

- Isso deve ser muito ruim pelo modo que falar!

- lembra da última vez que conversei contigo?

- Lembro-me como se fosse hoje. Acreditei piamente em suas colocações, e segui apenas o “destino” da vida, sem medo e vergonha de errar.

- Nesse ponto que gostaria de chegar! Você me surpreende Jonaan. Juro que eu não consegui prever nada o que você fez nesses quatro meses. Para se mais sincero acreditava que demoraria muito mais tempo. Lembre que o tempo e a paciência são minhas virtudes.

- Então estou errado? Não estou seguindo meu “destino”? Sua presença nessa mudança de ano seria apenas para me condenar?

- Calma exagerado Jonaan. Primeiro quero apenas fazer uma pergunta.

- Diga!

-Tem certeza do que vai fazer agora?

- Nunca tive tão certo de algo na minha vida, e agradeço muito pela sua colaboração nesse processo!

-Espera um pouco! Como eu bem lhe disse não consigo ter controle sobre você, por mais irônico que isso pareça. Mas enfim, quero lhe dar os sinceros parabéns! São pessoas como você que fazem a vida agregarem mais sentidos... Você, mero mortal, ousou mudar o curso e a lógica da minha predestinação, porém afirmo que me surpreendi com isso.

- Surpreso estou eu, pois sempre acreditei que você estava do meu lado em todos os momentos.

- Pois é Jonaan, você é um maluco mesmo, e não duvide disso: as melhores pessoas são assim.

- Agora você gerou uma coisa que até então não tinha passado por minha cabeça.

- O quê? E seja mais breve, ou acha que fácil parar o tempo assim?

- E se ela disser um NÃO?

- Pense por esse lado: se até o “destino” aprova, você vai ter medo do quê?

- Fico feliz com sua resposssssssss... Destino? Sumiu novamente. Até parece o Mestre dos Magos... Sabia que você é muito sem graça.

- Não esqueça que ainda escuto você.



Assim um novo ano chega. Eu troco as alianças. Marcela (ALICE), minha eterna amada aceita. Sinto-me o NOIVO mais feliz do mundo! Nesse momento penso:

- E têm pessoas que não acreditam em DESTINO! (Jonaan e/ou John valente beija Marcela e/ou Alice) Feliz 2011 minha noiva!